Texto

Desculpa interromper o silêncio dos teus pensamentos

20:57


Ei, moça! Sei que você está com pressa, que a vida anda corrida e que você tem trabalhos da faculdade para entregar e desculpa por interromper os seus pensamentos mas é que eu preciso ter dois minutos da sua atenção. 

Reparei que anda triste, que mal fala e que sente saudades. Talvez você não quisesse sentir saudade e por isso está triste e mal fala porque se falar suas palavras terminem em lágrimas. Mas olha que coisa clichê que eu tenho para lhe dizer: tudo passa. 

Eu sei que a ferida ainda está aberta e que a sua cicatrização é lentíssima mas tudo que tiver de passar, com um pouco de remédio e bons cuidados, será fechado e ficará no passado. Eu sei que a sua ferida não se cura com um daqueles merthiolate que nossas mães compram na farmácia mas não é nada que um tempo mergulhada em bons livros e ouvindo algumas músicas não cure. 

Cuide dos seus sentimentos. Cuide do seu amor próprio. A cor voltará aos poucos para a sua vida e a saudade será como uma cicatriz fina de uma queda da infância. Você estará melhor e maior, alçando novos vôos. Vai olhar para trás e verá que foi preciso toda essa tristeza para que pudesse ter uma maior alegria no futuro. Experiência própria, vale avisar .

Agradeço a atenção, pode ir pegar seu metrô. Tenha um bom dia e pensa nisso. 

Texto inspirado no texto: "Você não sente a minha falta?" da Lare Figueiredo

Pessoal

E se perguntarem por mim, diga que estou ótima

00:17



Acho uma boa ideia ler esse texto ouvindo essa música. 
Estou numa fase da minha vida em que tudo anda corrido, os dias passam como vultos. Tenho horários atrapalhados, moro longe de onde estudo, comecei a dar algumas aulas particulares, minhas matérias exigem até a minha última gota de inteligência, morro de saudade de dois dos meus três cachorros e sinto falta de almoçar em casa. 

Engraçado é que se me dissessem isso há uns cinco anos atrás eu diria que uma vida assim eu estaria me arrastando e não vivendo. Ou então eu diria que jamais ia deixar a minha vida chegar a esse ponto. Pobre iludida essa eu de cinco anos atrás. 

Essa adolescente de 15 anos também diria que eu estaria infeliz. Teria bons argumentos para isso: Não estaria escrevendo e nem lendo com freqüência, tempo quase zerado de acesso a blogs e ainda por cima longe dos seus dois amores enormes e peludos. 

Pois é, é completamente o contrário. Me sinto feliz e satisfeita com a vida que eu estou levando agora. Amo o meu curso de graduação, amo a oportunidade de estudar uma nova língua, acho incrível como posso ajudar algumas pessoas dando aulas de assuntos que para mim são o simples do simples. Só não posso negar que a saudade dos meus cães com nome de peixe está me consumindo mas dá para levar afinal, nem tudo pode ser perfeito. 

Planejo viagens que eu acho que só conseguirei fazer no início do ano que vem. Seleciono livros que só posso ler em junho. Vejo lançamentos de filmes que só poderei ver quando forem lançados em DVD. E mesmo assim, quando vou dormir, deito com um sorriso (ou a sensação de um) no rosto. Quem diria que ser feliz não é ficar deitado numa rede vendo a vida passar! 

Estou vivendo e me sinto ótima por isso. Um pouco cansada, talvez. Acho que entendi uma coisa: Valorizamos as coisas que temos e conquistamos quando há suor nessa conquista. Espero que vocês entendam isso e sejam mais plenos daqui pra frente. 


Opinião

Eu queria ter a antiga blogsfera de volta.

22:11


Eu reparei nos últimos tempos eu ando com preguiça dos blogs que fazem sucesso pela internet adentro. Sou eu quem ando chata demais, reclamona demais? Não, não é inveja dos jabás que elas recebem. Nem o tanto de viagens que elas fazem. Eu sei o que me irrita lá no ultimo fio de cabelo é a perfeição com que tudo é feito. 

Estão todas sempre bem maquiadas e só escrevem postagens sobre produtos que são sempre maravilhosos. Estão sempre em ponte aérea e suas malas são sempre daquelas lindas e maravilhosas que minha mãe nunca me deixou comprar porque "são caras demais para uma mala que você raramente vai usar" (sim, minha mãe parte meu coração).

Reparei que sinto falta daqueles blogs lá do tempo em que meu pai assinou a banda larga aqui pra casa. Eram cantinhos (geralmente cor de rosa) que guardavam a alma de garotas que, assim como eu, tinham espinhas no rosto, gostavam de escrever textos num estilo não tão definidos assim e que de vez em quando se frustravam com os produtos comprados e iam xingar muito no twitter. 

Elas, hoje, se comportam como celebridade e até são idolatradas como tal. Algumas dão entrevistas na TV, outras aparecem em jornais, guias ou seja lá mais o que tiver de mídia impressa ou televisiva. Algumas devem até arriscar alguns autógrafos. Eu gostava de me sentir uma amiga de internet da menina que escrevia o blog que eu gostava e não uma mera expectadora de uma moça da minha idade que já rodou o mundo e que sabe como usar todos os pinceis de maquiagem (e que não me ensina a usar). 

Ok, nem tudo está perdido. Ainda tem muita menina que faz um blog do tipo "old school" da blogsfera mas elas não chegam perto de serem "as mais lidas". O que eu sei é que se eu tivesse um desejo, desejaria ter aqueles blogs com aquele jeitinho de "feito em casa" para ler, sabe? Sem muito retoque. Apenas uma pessoa, um teclado de computador e uma página em branco do blogger/wordpress aguardando para ser escrita.  

p.s.: Se você tem um bloguinho estilo "feito em casa" que tal deixar o link aqui para eu favoritar e amar para sempre