Ler não é tortura.

20:06


Se tem uma causa desse mundo que eu me identifico e apoio é a difusão da leitura. É que eu sempre fui uma leitora nata, daquelas que as leituras obrigatórias do colégio não eram nada torturante e que sempre era a primeira a terminar e tinha quinhentas interpretações sobre os textos.

Eu me sentia mal quando ouvia boa parte dos meus colegas de turma falando mal desses livros, da obrigatoriedade deles, e que muitos deles pegavam os resumos pela internet só para fazerem a prova da semana seguinte. Eu não entendia como algo que, para mim, era tão prazeroso e rápido de se fazer e, para todos os outros era basicamente um instrumento de tortura.

Andei reparando nas minhas últimas andanças: as coisas estão mudando. 

Vejo muito mais gente lendo nos ônibus, muita gente transitando com a mais diferente gama de títulos pela cidade, vejo grupos nas redes sociais para discussão e troca de títulos. Vejo muitos lábios se mexendo sem emitir som durante a empolgação da descoberta de um crime em um livro do tipo policial ou um sorrisinho na leitura de algum romance.

Isso me enche de orgulho, sabe?

Não vejo só pessoas da minha geração entretidas dentro de uma livraria e, sim, gente de todas as idades. Amo quando vejo alguém numa fila lendo um título que eu já li porque, dá uma vontade louca de falar: "Eu amei esse livro" e começar a mais nova amizade da vida toda ali, no banco, no correio ou onde quer que seja.

E, para o meu alívio, constato que: O livro não está nem perto de morrer. O hábito do virar páginas, colecionar marcadores e cheirar folhas novas está aí, mais vivo que nunca! Não sei a quem devo agradecer por essa mudança.

 Talvez as editoras, aos autores, ou até mesmo a esses novos leitores. Seja para quem for, obrigada!

(continuem lendo, escrevendo e produzindo)

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