Texto

Ler não é tortura.

20:06


Se tem uma causa desse mundo que eu me identifico e apoio é a difusão da leitura. É que eu sempre fui uma leitora nata, daquelas que as leituras obrigatórias do colégio não eram nada torturante e que sempre era a primeira a terminar e tinha quinhentas interpretações sobre os textos.

Eu me sentia mal quando ouvia boa parte dos meus colegas de turma falando mal desses livros, da obrigatoriedade deles, e que muitos deles pegavam os resumos pela internet só para fazerem a prova da semana seguinte. Eu não entendia como algo que, para mim, era tão prazeroso e rápido de se fazer e, para todos os outros era basicamente um instrumento de tortura.

Andei reparando nas minhas últimas andanças: as coisas estão mudando. 

Vejo muito mais gente lendo nos ônibus, muita gente transitando com a mais diferente gama de títulos pela cidade, vejo grupos nas redes sociais para discussão e troca de títulos. Vejo muitos lábios se mexendo sem emitir som durante a empolgação da descoberta de um crime em um livro do tipo policial ou um sorrisinho na leitura de algum romance.

Isso me enche de orgulho, sabe?

Não vejo só pessoas da minha geração entretidas dentro de uma livraria e, sim, gente de todas as idades. Amo quando vejo alguém numa fila lendo um título que eu já li porque, dá uma vontade louca de falar: "Eu amei esse livro" e começar a mais nova amizade da vida toda ali, no banco, no correio ou onde quer que seja.

E, para o meu alívio, constato que: O livro não está nem perto de morrer. O hábito do virar páginas, colecionar marcadores e cheirar folhas novas está aí, mais vivo que nunca! Não sei a quem devo agradecer por essa mudança.

 Talvez as editoras, aos autores, ou até mesmo a esses novos leitores. Seja para quem for, obrigada!

(continuem lendo, escrevendo e produzindo)

Música

Aperta o play: Nacionais queridas

23:20


Primeiramente: Sim, eu ainda vivo! Passei uns tempos longe porque estava arrumando aquelas coisas de começo de ano  aí depois veio o carnaval e aí já sabem....

Como eu gosto de quebrar regras, em pleno dia da premiação do Oscar eu trouxe um post sobre??? Isso mesmo, música! (é que não deu pra assistir os indicados desse ano, talvez ano que vem)

Hoje eu trouxe aqui as minhas nacionais do coração. Não são lançamentos mas são aquelas que estão na minha mente na maior parte dos dias, seja pelos ritmos, pela letra ou porque ouvi alguém cantando e ela ficou na minha mente. 

Confesso que sou a louca apaixonada pelas canções e bandas que marcaram lá os idos dos anos 80: Barão Vermelho, Legião Urbana, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e ultimamente tenho . Não vou fazer a desentendida porque também dancei muito com o É o Tchan com minhas primas e tias nas festas de família lááááá no começo dos anos 2000 (vem dizer que nunca ralou o tchan?). E é isso que eu gosto da música nacional, sabe? Muitas delas marcaram minha infância, comecinho da adolescência e cada uma tem sua peculiaridade: seja um ritmo de sanfona, saxofone ou do bom e bonito pandeiro.

Hoje eu trouxe 5 músicas nacionais que moram eternamente no meu coração (hoje não tem Tchan mas, quem sabe da próxima?) : 

O Último Romance - Los Hermanos



Pra Sonhar - Marcelo Jeneci 
(prepare o lenço para assistir esse vídeo)



Uma Brasileira - Paralamas do Sucesso


Sina - Djavan



Maior Abandonado - Barão Vermelho



Quais são as músicas nacionais que vocês mais gostam? Me contem! 

Pessoal

Lista: Relembrando os tempos de colégio

00:08


Essa época que varia entre final de janeiro e início de fevereiro até uns dois anos atrás era uma das épocas do ano que eu ficava mais animada (talvez só perdesse para o meu aniversário) e o motivo era: Época de volta às aulas!

Eu não só ficava empolgada com as coisas de papelaria (até hoje fico mas, isso é assunto pra outra conversa) mas também amava pegar meus livros didáticos e dar uma folheada, pra ler os assuntos de história, passar o olho por geografia, ler todos os textos do livro de português e ver o quanto eu teria de estudar matemática durante o ano. 

Vendo dezenas de blogs por aí, vi os materiais escolares de um monte de guria, textos sobre expectativa e dúvidas sobre vestibular. Aí, resolvi aproveitar e escrever uma  lista: Dez coisas que me lembram os tempos de escola!


  1. O costume de arrumar bolsa/mochila na véspera. Minha mãe me obrigou a fazer isso durante muitos anos da minha vida acadêmica e hoje isso é um costume incurável, arrumo TUDO na véspera. Porque segundo o ditado da mamãe: "Quem não se arruma na véspera, no dia não vai na festa". 
  2. Mania de organização. Quando eu era bem novinha, minha letra era bem horrenda e meus cadernos viviam soltando folhas. Daí minha mãe começou a me colocar para fazer caligrafia, e de quando em quando olhava meu caderno pra ver se tava tudo arrumado e se não tivesse: Passar a limpo! O bom é que hoje eu vejo muita gente lá na faculdade se atrapalhando todinho e o meu caderno está sempre colorido, organizado, e entendível. Ah, a minha letra melhorou muito.
  3. Uniformes. Estudei em escola Adventista durante 7 anos da minha vida escolar. Aí tinha o uniforme completo: saia no joelho, camisa azul, tênis preto ou branco e a meia da escola. Hoje quando vejo os alunos da minha mesma escola vejo o quanto o sistema pode ter perdido a rigidez sobre isso. 
  4. Vans escolares. Eita, que o que eu tenho de história das conduções escolares que eu tive na minha vida..... Sempre que vejo uma por aí cheia de criança/adolescente dentro me lembro desses tempos. 
  5. Enroladinho de Queijo e Presunto, Toda santa sexta-feira o meu pai me liberava do lanche levado na lancheira e me dava o dinheiro para eu lanchar na escola e era certo: Enroladinho de queijo e presunto + copo de 200 mL de refresco. Ô vida legal! 
  6. Power Point, Hoje em dia, na faculdade, quase não faço apresentações. Porém, durante o meu ensino médio eu virei praticamente uma perita no assunto de tanta apresentação de seminário que eu fazia. Por isso, hoje, sempre que abro o programa para ajudar alguém na elaboração de slides, lembro de um monte de aperto que passei fazendo isso. 
  7. Livros de Harry Potter. Essa história é bem engraçada: Eu estudava em escola Adventista e estava lendo o último livro de Harry Potter. Eu tinha o costume de ler durante a aula enquanto esperava a explicação ou quando já tinha terminado a lição de sala. Daí uma professora minha de ciências (eu era 7ª série na época) ficou abismada e perguntou se minha mãe sabia que eu estava lendo livro de bruxaria. Imaginem a cara dela de espanto quando eu disse que tinha sido a minha mãe quem tinha me dado o livro
  8. WinRar. Isso é outra coisa engraçada: No primeiro ano de ensino médio, mudei de escola (saí do Adventista pro SESI) e a escola do SESI tinha sido recém inaugurada (antes o prédio do ensino médio era no outro canto da cidade e junto com os guris de ensino fundamental. Justo no ano que eu entrei eles mudaram de lugar) e aí só tinha UMA opção de ônibus para a grande maioria dos 1500 alunos do meu turno. Aí a gente dizia que ia pra escola compactado pelo WinRar de tão lotado que o ônibus ia. 
  9. Ir no centro da cidade. Isso me lembra muito minha época de ensino médio porque eu precisava ir no Centro com meu pai para comprar meus livros didáticos. Os livros eram enormes. Fora que também era dia de comprar caderno, caneta, sapato... Eu e meu pai saíamos de lá sem condições de carregar nem um saco de pão. 
  10. Sorteios. Eu sou a azarada dos sorteios desde a época da escola: sempre caia em grupos terríveis para fazer trabalhos (e sempre eram os trabalhos enormes que os professores resolviam fazer isso), sempre pegava os piores temas, e sempre era a primeira a apresentar. Tudo por causa de sorteio. Cheguei a conclusão que: se eu depender de sorteios para enriquecer, serei uma eterna classe C. 

E vocês? Quais são suas maiores lembranças (boas ou ruins) da escola?

Ah, esse post foi inspirado pelo 'meme' do mês lá do Rotaroots, um grupo do

Música

Músicas da semana

21:02


Não sou acostumada a dar dicas de músicas, livros, conselhos sobre a vida e a morte. Mas desde que comecei a ter a ideia desse blog, pensei que precisava mudar isso. Dessa forma, vou tentar começar a ter uma categoria de música por aqui e vou trazer pra cá tudo o que estiver tocando nos meus fones de ouvido ou na minha mente. 

Não garanto que só serão lançamentos e também não vai rolar só música antiga por aqui. Acho que músicas que nos fazem feliz devem ser mostradas, independente de qualquer rótulo. Ah! Outra coisa: Vou tentar atualizar isso aqui semanalmente, mas já não garanto tanto disso acontecer quando começarem minhas aulas (quero voltar pro começo das férias agora). 

Enfim, espero que gostem da minha seleção de músicas da semana: 

Janta - Marcelo Camelo e Mallu Magalhães



Uptown Funk - Marl Ronson e Bruno Mars

(essa música me fez lembrar de algumas do Michael Jackson)


Red - Taylor Swift



Sou dela - Nando Reis

Opinião

Por um WWW responsável

01:07



Um login, uma senha. Outro login, outra senha. Alguns termos em inglês, outros termos transformados para a língua portuguesa. O update virou o "upar", damos umas "twitadas", "heartamos" fotos por aí. O que seria de grande parte da minha geração se não fosse essa tal da dona Internet? 

Minha mãe conta das dificuldades que tinha para fazer os trabalhos escolares e do trabalhão que dava para conseguir informações úteis. Meu pai diz que tinha que ir nos órgãos públicos ao menos duas vezes: uma para se informar do que era preciso e a outra para levar a documentação. Hoje, basta uns cliques, umas batidas no teclado do computador e a informação (e até mesmo alguns procedimentos) são estão ali, no conforto do lar. 

Eles dizem que sou da primeira, de muitas gerações que serão beneficiadas com isso. Não posso negar. Olha só onde eu estou agora, por exemplo: digitando um texto que vou jogar na rede para que pessoas desconhecidas possam saber da minha opinião sobre um assunto qualquer. 

Hoje posso ter uma voz, ainda que mínima, para poder espalhar aos quatro ventos o que eu penso, como eu me posiciono sobre o que me cerca. Coisa que até outro dia só um diário ou uma boa professora de redação pudesse ter conhecimento. 

Acredito sim que temos uma arma de informação em massa nas nossas mãos. Acredito que a criação de conteúdo agora é sorte de muitos, afinal, só precisa criar uma conta em alguma plataforma para blogs ou ainda criar longos textos nas redes sociais. A única coisa que eu acho que deveríamos ser um pouco mais cuidadosos é na hora de criar o conteúdo: dar créditos a alguém que nos inspirou, pesquisar para ver se não nos enganamos a cerca de algo, fazer correções, analisar possíveis interpretações para por fim, termos certeza do que queremos "disparar" pela web. 

Esse texto é então para pedir que criem conteúdos mais pensados, menos reproduzidos e mais responsáveis. Os impactos que podemos criar ao lançar qualquer coisa pela internet podem ser enormes e queremos levar coisas boas para o resto do mundo, não é mesmo? 



Texto

O bom mesmo é aproveitar

21:43


Eu nunca fui daquelas pessoas que gritam aos quatro ventos que amam o verão. Pelo contrário, durante todo o ano, imagino que eu poderia viver sem ele tranquilamente: sem problemas na maquiagem, sem roupa incomodando no corpo, sem os olhos queimando por causa do sol quente. Mas olha só: apesar desse tanto de coisa que me irrita, faço o dobro de coisas legais.

Pra começar, quase o verão quase todo de férias, afinal, ele vai de janeiro a março que é justo a época da "liberdade provisória" dada pela faculdade (pela escola, pelo curso técnico e por aí vamos) e por isso, tenho a chance de fazer mais coisas diferentes do que durante todo o ano. 

Andar de bicicleta na praia, levar o cachorro para dar um mergulho no mar, ir ao parque de diversões no fim da tarde, ir no shopping só para aproveitar um dia no ar condicionado, enriquecer o vendedor de água de coco e o do picolé. Usar aquelas pulseiras de tecido (só as vejo por aqui durante o verão), ficar com o nariz descascando, dormir na rede da varanda, tomar banho de mangueira e outras duzentas milhões de possibilidades que eu poderia citar. 

Então esse texto é só para sugerir: Que tal parar de reclamar do calor nas redes sociais e ir aproveitar as possibilidades que só o verão nos dá? Afinal, conheço muitas boas histórias que começam com um "foi no verão daquele ano que..." e se dar o direito de criar mais uma dessas?