É que eu gosto do clichê

22:39



Sou piegas mesmo. Amo aqueles filmes com frases repetidas duzentas milhões de vezes pelo mundo e ainda suspiro. Gosto do clichê, do previsível, do adorável. Por que do que adianta ser inovador se são as frases prontas aquelas que a gente mais deseja ouvir?

Aquelas comédias românticas que sempre tem algo do tipo "você é diferente" faz logo os meus olhinhos travarem na tela esperando o desenrolar: uma declaração, um beijo, uma chuva que cai providencialmente. Leio os romances esperando pela hora do "ei, Fulano, volte aqui" e ler toda aquela descrição da cena que me faz perder o sono e acelerar o coração. 

Mas há também ainda a repetição das brigas, dos mesmos sentimentos que se tem quando algo não ocorre como é desejado, se alguém trai nossas expectativas: observe bem, tudo é uma repetição do padrão. Como se a vida fosse um eterno clichê e, aliás, ela é mesmo: tantos já passaram pelos mesmos caminhos, com mais ou menos intensidade. 

Segundo uma definição que eu achei perdida pela internet: o clichê nada mais é que uma Frase, sentença ou provérbio muito batido pelo uso, tornando-se consequentemente, previsível. Ok, eu colocaria também que alguns gestos, hábitos, costumes, sentimentos e reações (e um etc bem grande) fazem parte desta definição. 

Eu até gosto dessa repetição. Me ajuda a pensar que eu não estou sozinha e que há alguém em algum lugar ou em um tempo/espaço diferente do meu que tem as mesmas apreensões que eu. Pensar assim, conforta num momento de tristeza e é até bom nas horas de alegria. Porém, não é só porque há a repetição que deixa de ser real ou verdadeiro. 

Pense bem: Quantos "eu te amo" ou "eu te odeio" foram ditos na face da terra durante a história da humanidade? E quem disse que por causa dessa repetição, isso tudo deixou de ser real?

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